Capoeira sai vitoriosa de Encontro Nacional
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Imagem de micorscópio eletrônico do vírus da gripe A (H1N1).

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Marcadores: saúde, útilidade pública

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Marcadores: capoeira, Eventos, Eventos 2009, Federações

Na última sexta-feira, 24 de julho, diversas lideranças da capoeira carioca reuniram-se com o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para discutirem a inclusão da Capoeira no cadastro Brasileiro de Ocupações – CBO.
O Ministro, que estava visitando a sede do Ministério do Trabalho no RJ, disse que os capoeiristas lhe pediram ajuda no sentido de agilizar junto ao Senado Federal a aprovação de projeto em tramitação naquela casa que visa a regularização da Capoeira.
O Ministro disse aos capoeiristas que não medirá esforços para que este projeto seja aprovado. Segunda a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho, Carlos Lupi pediu aos seus assessores empenhos na articulação junto aos senadores. Espera-se que o projeto seja aprovado até dezembro deste ano e que assim a Capoeira possa ocupar um lugar na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Este projeto visa o reconhecimento da profissão de Capoeirista. Depois do tombamento da Roda de Capoeira e d
o Saber dos Mestres de Capoeira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, este, com certeza, é mais um passo importante, mais não é o único. Os capoeiristas de todo o Brasil precisam estar atentos para outros Projetos de Lei que encontram-se em tramitação no Congresso Nacional e que são do interesse de todos (as) nós, como é o caso do Projeto 1371/2007, da Deputada Federal Alice Portugal (PCdoB/BA), que altera a lei 9696/98, (saiba mais aqui), que determina que não estão sujeitos à fiscalização dos Conselhos Regionais de Educação Física os profissionais de dança, artes marciais e ioga, capoeira e método pilates, seus instrutores, professores e academias e também o PL 2858/2008, de autoria do Deputado Federal Carlos Zarattini, do PT/SP, que dispõe sobre a regulamentação da atividade de Capoeira. Sabemos que a participação dos diversos seguimentos da Capoeira, seja acompanhando as votações no Congresso Nacional ou fazendo lobby junto aos deputados em Brasília, não tem sido eficiente. Um exemplo disto foi a audiência pública que ocorreu em Brasília sobre o PL 1371/2007 e que contou com a presença apenas dos representantes da dança, segundo informações da assessoria da deputada Alice Portugal.
Portanto galera abram o olho ou levaremos uma rasteira e, depois do tombo, não teremos como nos levantar, já que, quando lutamos, cada um está de um lado diferente.
Obs.: O crédito das fotos é do Mestre Pipoca, do Grupo de Capoeira da Senzala.
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Marcadores: capoeira, Mestres, Ministério do Trabalho
Por: Conselho da Justiça Federal
Data de Publicação: 27 de março de 2009
A 8ª Turma Especializada do TRF-2ª Região decidiu manter sentença da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que considerou que a Federação de Capoeira Desportiva do Estado do Rio de Janeiro e suas filiadas não têm a obrigação de registrar-se no Conselho Federal de Educação Física – Confef. A decisão foi proferida no julgamento de apelação cível apresentada pelo órgão fiscalizador contra a sentença de 1o grau, que já havia sido favorável à Federação de Capoeira do Rio.
O Confef alegou, nos autos, que a capoeira seria um desporto, “sendo as atividades de desporto de competência do profissional de Educação Física”. Além disso, o Conselho Federal afirmou que a decisão de 1a Instância a impede de exercer seu poder de polícia e com isso deixa a sociedade “à mercê de profissionais despreparados e desqualificados”.
No entanto, de acordo com o entendimento do relator do processo no TRF, desembargador federal Poul Erik Dyrlund, a Resolução 46/2002 do Confef “extrapolou a definição legal, pois pretendeu incluir na definição legal do profissional de Educação Física atividades desvinculadas da específica educação do corpo, objetivando abarcar atividades cujo propósito é distinto, como as artes marciais e dança”.
O magistrado também ressaltou em seu voto que “a exigência de inscrição e curso de nivelamento dos profissionais que ministram aulas de artes marciais para competição viola o livre exercício profissional”.
Proc. 2001.51.01.018590-4
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O evento contará com a presença do Coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS), da Escola Nacional de Saúde Pública, Paulo Amarante e do Subsecretário da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, Ricardo Lima.
No horário da tarde, haverá uma equipe de plantão disponível para orientar na leitura do edital e na feitura das inscrições.
"Fomento a alunos compromissados fazem não só a diferença entre permanecer e sair da Universidade, como entre se destacar ou ser mais um dentro da instituição".
Por Marcus Bennett
Numa época em que a discussão entre o mérito e a oportunidade de ingresso de alunos negros no ensino superior por meio de cotas tem tomado as pautas da mídia brasileira, um estudante negro, cotista, prova que o mérito de sua formação profissional não está ligado apenas ao modo de ingresso na instituição, mas que seu futuro também depende do esforço que se empreende durante todos os anos de faculdade. Assim pensou Gilberto da Silva Guizelin, vencedor do Prêmio de melhor aluno da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2008.
Com uma nota média de 9,520 pontos, o agora historiador recebeu R$ 10 mil pelo feito, no final de abril deste ano. Segundo a pró-reitora de graduação da UEL, professora Maria Aparecida Vivian de Carvalho, "nós não tivemos nenhum aluno que se aproximou dessa média", o que valoriza ainda mais a conquista.
O prêmio é inédito na instituição e surgiu de uma parceria entre a Reitoria e a Caixa Econômica Federal para premiar aquele que teve um melhor desempenho entre os demais alunos no decorrer de toda a graduação.
Gilberto e Júlia Amabile, do Programa Afroatitude
A professora Maria Aparecida conta que para ser justo, o processo de seleção foi muito estudado, visando os projetos pedagógicos dos cursos e seus respectivos sistemas de avaliação. Para tanto, o critério é o estudante ter ingressado por concurso vestibular, não ter tido qualquer anotação ou registro em sua pasta acadêmica e também alcançado uma nota mínima em cada disciplina, igual ou superior a sete. Isso significa não ter tido nenhuma reprovação.
Feliz da vida, Gilberto nem pensa em parar. Quer, desde já, dar prosseguimento a seus estudos. "Este dinheiro vai me auxiliar no decorrer da minha pós-graduação que acabo de iniciar aqui mesmo na UEL, dentro do Programa de Mestrado em História Social. Mas, talvez, mais importante do que o valor financeiro do prêmio, seja o reconhecimento dele advindo, o que tem me ajudado a abrir inúmeras portas no caminho de minha formação," observou.
Banca examinadora que aprovou com louvor a monografia de Gilberto
Natural de Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, Gilberto Guizelin atribui parte de seu sucesso ao Programa Afroatitude, voltado para o fomento de bolsas de estudo para estudantes negros e oriundos de escola pública. Para ele, o Programa Afroatitude foi fundamental para o desenvolvimento de uma consciência mais cidadã e pelo amadurecimento nas questões acadêmicas, como estudos, pesquisas e artigos.
Veja seu depoimento:
"Penso que uma das principais razões de eu ter ganhado este prêmio foi, sem dúvida, a conjuntura favorável de minha formação ao longo dos últimos quatro anos. Quando ingressei na universidade, em 2005, no curso de História, logicamente que uma das minhas preocupações era com relação à minha capacidade de acompanhar as matérias, pois vindo de uma família de recursos financeiros escassos, desde a época do colégio pensava em me sustentar na Universidade por algum sistema de bolsa de estudo, assim a manutenção de uma boa média era uma preocupação constante desde o Ensino Fundamental e Médio. Assim que cheguei na UEL, conheci o Afroatitude e fiquei vinculado ao programa por dois anos e meio, entre 2005 e 2007. Minha experiência foi muito boa, pois, além de me inserir nas discussões recentes em relação às cotas para estudantes negros, o programa possibilitou-me sair na dianteira de meus colegas de curso, uma vez que desde o início de minha graduação passei a ter contato com um projeto de iniciação científica, capacitando-me a produzir diversos trabalhos científicos, o que, por sua vez refletiu na construção de um currículo Lates acima das expectativas de um aluno de graduação, e, ainda, me abriu um mundo novo ao me levar para congressos científicos em diversas partes do Paraná e do Brasil".
"Uma outra exigência do Programa, além de contemplar estudantes negros, era desenvolver pesquisas que abordassem o negro. O que para todos os alunos contemplados com o programa foi uma dificuldade tendo em vista a escassez de projetos acadêmicos que tenham a preocupação com este público tão esquecido na história institucional, social e econômica do Brasil. Contudo, para minha sorte, dentro do Departamento de História, o professor José Miguel Arias Neto encontrava-se desenvolvendo uma pesquisa em torno da formação da Marinha de Guerra do Brasil, e uma das finalidades da pesquisa era estudar a presença negra neste processo de constituição. Gostei muito de ter feito parte dessa pesquisa, pois não só criei vínculos de amizade e estabeleci uma relação de profissionalismo, como ainda publiquei meus primeiros artigos acadêmicos dentro da Revista Afroatitudeanas". (http://www2.uel.br/revistas/afroatitudeanas/)
"O curso de História teve uma grande participação no Programa Afroatitude da UEL, pois quatro de seus estudantes faziam parte dele: Fernanda Charis, Júlia Amabile, Laércio e eu. Como fazíamos parte do mesmo curso e da mesma turma, nosso contato era diário, o que me permitiu tomar ciência do estado de suas pesquisas e de suas trajetórias no decorrer do curso. Aliás, tenho orgulho em dizer que, próximo ao encerramento do programa, em uma pesquisa interna da UEL, realizada para medir o desempenho dos alunos cotistas e membros do Programa, nós, os alunos de História, ficamos entre os primeiros. O que mais uma vez reforça que possibilidades de fomento a alunos compromissados fazem não só a diferença entre permanecer e sair da Universidade, como entre se destacar ou ser mais um dentro da instituição".
Gilberto e a amiga Fernanda, do Programa Afroatiutude
Projetos futuros
O objetivo profissional de Gilberto Guizelin é se tornar um professor universitário. Para tanto, busca, desde já, desenvolver uma boa dissertação de mestrado sobre um tema pouco conhecido e difundido que é a política externa imperial do Brasil e suas preocupações com relação à África. Ao mesmo tempo, já se adianta à construção de um projeto de doutoramento. "Uma viagem para Angola, tipo um intercâmbio com os pesquisadores de além-mar, assim como uma viagem para estudo nos centros de documentação de Portugal e Grã-Bretanha seriam também bem vindas, mas, quanto a isso, resta estabelecer algum convênio de pesquisa", aspira.
Turma de formandos do curso de História 2008, da UEL
Recém ingressado no Programa de mestrado em História Social da UEL, Guizelin desenvolve a pesquisa A Projeção Atlântico-Africana do Império Brasileiro (1822-1863): "Destino" ou "Fardo Atlântico" à Construção do Estado Nacional Brasileiro. O trabalho voltado à investigação da política externa do Império brasileiro com relação ao continente africano, mais especificamente com as colônias portuguesas. "Meu interesse por esta temática se deu pelo fato de as relações bilaterais entre a África e o Brasil, desenvolvidas a partir do comércio negreiro, desde meados do século XVI e consolidadas entre os séculos XVII e XVIII, formarem um caso sui generis na História: a constituição de um sólido, difuso e complexo circuito mercantil no Atlântico Sul, no qual as praças brasileiras ocuparam, por excelência, uma posição político, administrativa e comercial estratégica", revela.
Conheça mais sobre o Programa Afroatitude na UEL:
http://www2.uel.br/neaa/afroatitude/artigo-mec.html
Fonte: Fundação Cultural Palmares
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Marcadores: ações afirmativas, Cotas, educação, programa afroatitude
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solenidade recente em Salvador, com as presenças do presidente da Senegal Abdoulaye Wade e do governador Jaques Wagner no Dia Mundial da África, passou uma significativa parte de seu discurso se referindo a importância da capoeira; seus atores e o saldo positivo que a arte-luta nascida nos canaviais do Recôncavo da Bahia, trás para a imagem da cultura do Brasil e, segundo ele hoje praticada “em mais de 170 países”, não vimos no palco, nem na platéia de um mil e quinhentos lugares do Teatro Castro Alves, nenhum dos tradicionais mestres baianos da arte citada pelo presidente. Estaria ele e seus assessores, na frente da Fundação Palmares, o “braço afro” do Ministério da Cultura e organizadora do evento?
Quantos mestres baianos e do Brasil, têm em seus passaportes dezenas de carimbos, para levar a capoeira ao mundo, mas, ao retornarem, vivem em condições precárias? Uma contradição com a dignidade e conforto com que são recebidos nas universidades internacionais onde lideram grupos e academias com estrutura dificilmente encontradas aqui! Respondendo a esta pergunta e corrigindo este erro cruel como a escravidão, de onde surge a capoeira, a Associação Brasileira de Capoeira Angola, ABCA - fundada em 1987 por mestres como João Pequeno de Pastinha, Paulo dos Anjos, Valdemar da Paixão, Boca Rica, Ferreirinha de Santo Amaro, Nô, René, Curió, Papo Amarelo, Calazans, - se organiza para lutar por uma lei que existe desde 2002, já em vigor apenas em Pernambuco, Alagoas e Piauí. A Lei do Patrimônio Vivo. Organizam-se para dar uma contribuição no sentido de que equívocos como estes cometidos no evento de lançamento do Festival Mundial das Artes Negras, não mais aconteçam. Para que as palavras do presidente Lula não estejam à frente das ações locais e nacionais.
Em 1966, quando foi realizado o primeiro festival em Senegal, que hoje nos homenageia, o Itamaraty convidou Olga de Alaketu, Camafeu de Oxossi e Vicente Ferreira Pastinha com seus alunos, entre eles mestre João Grande, homenageado na Casa Branca e hoje a meu pedido, o único convidado oficial representando a capoeira, para o FESMAN 2009. A ABCA, com apoio da prefeitura de São Francisco do Conde, um portal da cultura e das tradições do Recôncavo Baiano; de deputados e vereadores comprometidos com a cultura popular, abrem os caminhos para tirar o nefasto atraso do reconhecimento dos mestres dos saberes, com seus violeiros, repentistas, mestres de saveiros; da culinária; das danças; dos bumbas-meu-boi; mestres dos artesanatos; da capoeira. A capoeira substantivamente reconhecida pelo presidente Lula na Bahia. Preparam o Fórum que deverá redigir o texto da lei que será entregue ao governador, em solenidade com convidados que cultuam a beleza das manifestações populares.
Lucia Correia Lima – luciacorreialima@hotmail.com é jornalista, fotógrafa, roteirista e capoeirista.
Diretora de Projetos e Comunicação da ABCA

Estudo terá como base lei que obriga ensino de história da África e das culturas afro-brasileiras
Brasília, 12/6/2009 – O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), e a Representação da UNESCO no Brasil estabeleceram parceria para a realização da pesquisa “Práticas Pedagógicas de Trabalho com Relações Étnico-raciais na Escola na Perspectiva da Lei 10.639/03”.
O objetivo da pesquisa é mapear e analisar as práticas pedagógicas de educação das relações étnico-raciais desenvolvidas pelas escolas das redes estadual e municipal, de acordo com a Lei 10.639/03 (obrigatoriedade do ensino de história da África e das culturas afro-brasileiras), a fim de subsidiar a definição de políticas públicas. Prevê, também, o levantamento de informações sobre o processo de institucionalização da lei em todas as unidades federadas e em uma amostra de municípios.
O trabalho pretende dar visibilidade às práticas pedagógicas realizadas por professores, coordenadores pedagógicos e gestores de escolas localizadas nas cinco regiões do país e que implementam trabalhos voltados para a efetivação de relações étnico-raciais democráticas e éticas.
A expectativa é que o resultado da investigação oriente as políticas de educação básica, incidindo sobre as dificuldades que os gestores enfrentam para gerar alternativas inovadoras a nível sistêmico, e contribua com o processo de implementação da Lei 10.639/03 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana.
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Marcadores: educação, Relações Étnico-Raciais
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